Angústia
Peito oprimido ar cansado.
Jeito de quem quer desistir da vida.
O sol lá fora se estende no horizonte como uma cortina de luz enchendo de dourado.
Vinte e cinco graus.
Não vejo.
Percebo apenas o cinza do meu ser.
Espectro negro da opressão.
Falar o que não sente
Pra não contagiar os presentes com este enorme anoitecer.
São momentos breves porque sendo eternos dilapidariam a alma
Numa grande depressão.
São momentos angustiantes,
Mas que tornam inebriantes
Outros que lavam a alma como chuva de verão.
É o verso do reverso
O ser do não ser
É tudo que não deve ter.
Ana Lúcia Tanaka 5/05/2006

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