domingo, 27 de janeiro de 2008

O Cotidiano da Despedida


A despedida não faz parte do nosso dia-a-dia.
Contrariamente o cotidiano está intrínseco na nossa existência.
Dormir, acordar, trabalhar,estudar, amar, namorar são fatos naturais.
Nem sempre valorizados exceto quando corremos o risco de perdê-los.
Cheguei vinda do norte com o peito apertado,ainda sentindo o cheiro do meu Pará,na boca o sabor gostoso do açaí e do tacacá, trazendo no peito a imensa saudade dos entes queridos que deixei por lá.
Tudo que de início parecia diferente, foi criando ares de intimidade favorecido pelo aconchego barulhento dos meus queridos alunos, pelo carinho dos companheiros transformando tudo numa grande família, onde as desavenças foram transformadas em pedido de perdão, esquecimento espontâneo.A vida seguia seu rítmo e a monotonia não recebia passagem.
Quando tudo parecia acertar, tive que ir para outros cantos, novamente o peito apertado, mas a certeza que ficaría na lembrança apenas momentos memoráveis.
No meu coração está reservado um cantinho para guardar um pouquinho do muito que cada um me deu e a esperança que me tenham sempre em suas memórias.
Essa é a experiência de muitos brasileiros aqui no Japão.
O Sonho da vida nova,misturado à tristeza de tudo que ficou para trás e a sucessão de amigos que vem e outros que vão.
É o cotidiano da despedida que marca as nossas vidas com ares de aceitação

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

ana no japão




O Mundo da Fantasia
sair do solo. envolver-se no ar da imaginação.
Deixar crescer o mundo da fantasia, onde tudo é permitido,
onde nada é reprimido. Ser o que não somos.
Viver o que gostariamos de ser.
São breves momentos que rolam e soltam a fantasia do ser e do não ser.
Do querer ser e estar além do limite imaginário.
É o mundo multicolorido do arco-íris que nos transmuda do singelo ao exuberante.
O pensamento cria asas, voa para além de tudo o que o cotidiano não nos permite ser.Remonta ao passado infantil, ao doce mundo do fantástico onde o more que gerencia a vida adulta não faz parte, não se enquadra.Lá onde ser rei, rainha, princesa, príncipe,camponês ou caçador, sapo , elefante ou rato não torna o ser mais ou menos importante. Imponente sim dentro do doce mundo infantil que há muito deixou de ser e até esquecemos que já fomos parte integrante.É o doce mundo da fantasia que nos remonta ao passado inocente infinito da criança