

Uns vem outros vão.todos parecem dormir. Talvez para discretamente poder observar os demais ocupantes do mesmo exíguo espaço, que vagamente roda pelos trilhos velhos, gastos e brilhantes.Ou então para não ser intimamente incomodado com o sentimentto de oferecer o lugar a quem por idade ou condição física tenha o direito de estar melhor acomodado.
Corpos cansados pelo vai-e-vem do trabalho sem fim.
Todos ocupam o mesmo espaço.Os rostos são quase todos conhecidos porém eternos desconhecidos na agitada vida urbana, suburbana ou interiorana que não propicia oportunidade para uma interação mais saudável.
De uma forma ou de outra todos interagem. Sem que percebam vão deixando marcas das suas presenças discretas.
De vez em quando um apito breve. É o condutor do romântico bondinho avisando aquele
motorista mais desavisado, que está ocupando o espaço tão centenariamente a ele concedido.Lentamente num sacolejar lento, o bonde chega ao seu destino. Cada passageiro toma seu caminho e tarnsforma-se num ser comum que repetidamente realiza a mesma ação por, meses anos a fio.E assim a vida corre na calma e tranquila Toyohashi a shi das flores.
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